Inovação desde a infância

No campo ou na cidade, inovação e tecnologia formam alunos mais preparados para as experiências no mercado de trabalho

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Nome: Victor da Silveira Jesus | Escola: EMEF Zeferino Lopes de Castro | Projeto: Inova Escola

O jovem Victor da Silveira Jesus , de 19 anos, vai passar por uma experiência bastante importante em sua vida. Depois de terminar a Escola Técnica de Agricultura, em 2017, vai sair da pequena Viamão, no interior do Rio Grande do Sul, e morar na capital do Estado, Porto Alegre.

O desafio de trilhar caminhos desconhecidos não o assusta. Afinal, o rapaz teve acesso a uma educação pública de referência, que lhe trouxe autoconfiança e fez toda a diferença em sua trajetória: estudou do quarto ao oitavo ano na EMEF Zeferino Lopes de Castro, que faz parte do Programa Inova Escola, iniciativa da Fundação Telefônica Vivo que reúne escolas de diversas regiões do país para incentivar o uso de tecnologias digitais em seus modelos de ensino e aprendizagem e metodologia inovadora de ensino. Foi lá que Victor explorou muito mais do que está no currículo escolar. Aprendeu a trabalhar por projetos, a usar a tecnologia a seu favor e a inovar.

Um dos focos da EMEF Zeferino Lopes de Castro é ampliar o protagonismo do aluno. Por meio da metodologia de projetos, a escola incentiva os estudantes a trabalharem seus interesses e a percorrerem caminhos de aprendizagem que os levam a experiências inesquecíveis.

“Quando comecei na escola era totalmente diferente, você falava dela e ninguém sabia. Hoje é muito conhecida, evoluiu bastante. Tanto na aprendizagem, quanto no desenvolvimento dos alunos”, ressalta.

Aprendizado com a prática

Victor lembra que quando era mais novo, as aulas eram muito teóricas e não tinha computador nem acesso à internet para fazer pesquisas. “Hoje é mil vezes mais interessante”. Para ele, o ensino aliado à tecnologia melhora muito porque o estudante aprende mais ao fazer seus próprios projetos. “Uma vez fiz uma pista de skate, e para isso tive que aprender a fazer cálculos e desenho no computador”.

Outro projeto que Victor fez foi um cocho (espécie de vasilha para alimentação de animais) que automaticamente era preenchido com ração para cavalos. “Tinha um funil que enchia e eu fiz uma programação para ele abrir nos horários certos. Criamos um protótipo que ficou lá na escola, caso alguém quisesse continuar”. Neste momento, Victor desenvolveu projetos mais ligados a sua realidade rural, mas acredita que os aprendizados que teve serão válidos para sempre, onde quer que ele esteja.

Victor trabalha em uma fazenda tratando dos animais e acredita que ter contato com computador na escola ajudou bastante. “Hoje a tecnologia é bem desenvolvida na zona rural. Um trator trabalha com tecnologia. Por exemplo, para plantar arroz, você pode programar um trator”.

Tudo isso se tornou possível graças à oportunidade de estudar na EMEF Zeferino Lopes de Castro: trabalhar em grupos, com jovens de diferentes idades, pesquisando temas de seu interesse, fazendo com que fossem desenvolvidas também competências para o século XXI, como a cooperação e o trabalho em equipe.

Habilidades que com certeza serão necessárias nesse novo momento de vida do jovem explorador. Victor complementa, “seria muito bom se todas as escolas pudessem ter essa possibilidade”.

A Fundação Telefônica Vivo criou em 2013 o Programa Inova Escola, unindo-se a escolas inovadoras de diversas regiões do país para incentivar o uso de tecnologias digitais em seus modelos de ensino e aprendizagem.

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