Inventores do campo

Ex-aluno da EMEF Zeferino Lopes de Castro, em Viamão (RS), conta o que aprendeu ao fazer parte de programas de robótica

Jovem de uniforme escolar em frente a uma mesa com protótipos

Nome: Leonardo Silveira Sanhudo | Escola: EMEF Zeferino Lopes de Castro | Projeto: Inova Escola

O gaúcho Leonardo Silveira Sanhudo é ex-aluno da EMEF Zeferino Lopes de Castro, escola localizada na zona rural de Viamão, no Rio Grande do Sul. Criado na roça, o jovem gosta de lidar com animais, mas descobriu um novo prazer ao ser apresentado ao universo de protótipos e robótica.

A tecnologia chegou a sua escola quando foi instalado o primeiro laboratório do programa Inova Escola, da Fundação Telefônica Vivo, e acabou ajudando a revelar uma série de inventores rurais. “Eu uso a tecnologia para ajudar a vida no campo”. E foi com esta premissa que Leonardo e um grupo de amigos iniciou uma diversidade de projetos. O primeiro foi um equipamento para evitar a queima do pasto após as geadas. A partir de uma resistência ligada a um cooler de computador, o equipamento emana ar quente e faz com que o sereno não o congele.

A Fundação Telefônica Vivo criou em 2013 o Programa Inova Escola, unindo-se a escolas inovadoras de diversas regiões do país para incentivar o uso de novas metodologias de ensino e tecnologias digitais, servindo de inspiração para que outras escolas também inovem em sua prática pedagógica.

A EMEF Zeferino Lopes de Castro, apoiada pela Fundação Telefônica Vivo pelo projeto Inova Escola, também visa a autonomia e o protagonismo jovem. O modelo baseado em projetos foi uma das maneiras que a escola encontrou para motivar seus alunos. E Leonardo foi um desses garotos que soube aproveitar estes estímulos. “Na escola normal parece que o conteúdo é uma coisa repetida. E aqui não é repetido, sempre inventamos coisa nova”, conta.

Aprendizado na prática

O rapaz não é dos mais adeptos ao uso de celular e jogos interativos, mas quando se trata de protótipos e outros projetos como estes, Leonardo reúne seu grupo – com quem sabe trabalhar muito bem – para pensar em ideias práticas. “Não sou muito de sonhar, gosto de agir, de viver o presente, chegar e fazer. Não gosto muito de enrolar, não”, diz.

Para concretizar suas ideias, Leonardo utilizava materiais que não seriam reaproveitados. E buscava informações na internet, onde encontrou as instruções que precisava para fazer o cooler funcionar.

Também chama a atenção do jovem o quanto a prática possibilita o aprendizado. Para ele, o aluno aprende fazendo. “Já vai saber que não dá para encostar o fio preto no azul, porque vai dar um curto. Mas se não errar, não vai saber. Claro, vai ter o professor, mas nada melhor do que a prática”.

Leonardo também reconhece o quanto a experiência na escola o está formando para o futuro. Como ele mesmo disse, por meio da metodologia de projetos práticos, a instituição prepara melhor o aluno para o mercado de trabalho. “Em dias de apresentação, você vai perdendo vergonha de falar. Vai ganhando o jeito”.

Em breve você conhecerá mais sobre essa e outras histórias. Aguarde!

Conheça outras histórias