7 projetos sociais criados por atletas profissionais brasileiros

19 de fevereiro de 2020

Confira a lista com iniciativas que usam o voluntariado para transformar vidas por meio do esporte


Praticar esportes traz benefícios para além da saúde física, desenvolvendo habilidades importantes para a vida em sociedade. Resiliência, trabalho em equipe, raciocínio estratégico e concentração são alguns dos ganhos que o esporte pode trazer.

Além de trabalhar habilidades cognitivas, motoras e emocionais, o esporte pode conectar pessoas ao trabalho voluntário.  Por meio de iniciativas que incentivam o acesso ao esporte e o desenvolvimento educacional de jovens, atletas profissionais, reconhecidos no Brasil e no mundo fazem essa ponte entre o esporte e a transformação de realidades.

Conheça 7 projetos sociais criados por atletas profissionais brasileiros que ajudam a mudar vidas por meio do esporte!

 

1. Academia Champion

Imagem mostra dois homens em um ringue na Academia Champion

 

A Academia Champion foi fundada em Salvador (BA) pelo técnico da seleção brasileira olímpica de boxe, Luiz Dórea. Durante os 30 anos de atuação, a iniciativa impactou mais de seis mil crianças e jovens, entre 12 e 18 anos. A única exigência para participar é estar matriculado na rede pública e se esforçar tanto na sala de aula quanto no ringue.

Localizada no bairro Cidade Nova, a academia oferece a oportunidade de dar continuidade aos estudos por meio do esporte, diminuindo os índices de trabalho infantil, que são altos na região. O projeto já formou grandes nomes do boxe nacional, como Robson Conceição, Adriana Araújo e Minotauro.

 

2. Instituto Reação

Imagem mostra o ex-judoca Flávio Canto e uma criança de costas usando quimonos

 

O ex-judoca Flávio Canto criou, em 2003, o Instituto Reação com o objetivo de oferecer acesso ao esporte a cerca de 1.200 crianças em seis regiões do Rio de Janeiro (RJ), sobretudo na comunidade da Rocinha. A equipe é formada por voluntários que se encarregam de dar aulas e realizar as atividades no contraturno escolar.

O projeto oferece turmas na faixa etária entre 4 a 29 anos. A proposta é usar o judô como instrumento de educação e transformação social, trazendo oportunidades para jovens em situação de vulnerabilidade. Ainda que não sigam a vida nos tatames, o Instituto tem a missão de apresentá-los a realidades diferentes.

 

3. Instituto Guga Kuerten

Imagem mostra duas crianças jogando tênis em uma quadra

 

O Instituto Guga Kuerten foi criado em 2000 pelo tenista Gustavo Kuerten, e tem como missão oferecer oportunidades de transformação social por meio da inclusão de crianças, adolescentes e pessoas com deficiência. O Instituto atua com três programas principais: Campeões da Vida, que oferece oportunidades educacionais, sociais e esportivas voltadas para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, econômica e/ou educacional; Fundo de Apoio a Projetos Especiais, iniciativa que busca apoiar, financeiramente e tecnicamente, projetos de organizações sociais de Santa Catarina, que desenvolvam ações voltadas para a integração da pessoa com deficiência, e Ações Especiais, que tem como objetivo atuar em prol da defesa dos direitos do cidadão, incentivando políticas públicas mais eficientes.

Com sede em Florianópolis (SC), o Instituto Guga Kuerten já impactou, ao todo, mais de 80 mil pessoas.

 

4. Projeto Grael

Imagem mostra três pessoas de costas olhando para o mar

 

Os iatistas olímpicos Lars e Torben Grael, junto com Marcelo Ferreira, criaram o Projeto Grael, em 1998. A ideia era democratizar o acesso de jovens ao esporte da vela, contribuindo com educação esportiva, profissionalizante e ambiental. Desde a sua fundação, em Niterói (RJ), cerca de 17 mil jovens da rede pública de ensino receberam formação.

O projeto, que atende crianças e jovens entre nove e 29 anos, oferece cursos e programas de desenvolvimento desportivo em natação, vela e canoagem, além de oficinas náuticas. A instituição conta, ainda, com uma biblioteca personalizada, onde disponibiliza aulas de Educação Ambiental e Inclusão Digital.

 

5. Instituto Bola pra Frente

Imagem mostra meninos de uniforme em um campo de futebol

 

O Instituto Bola Pra Frente  foi inaugurado em 2000 e fundado pelo tetracampeão mundial de futebol Jorge Luiz Frello Filho, mais conhecido como Jorginho. Nesses 18 anos de atuação, a missão do projeto é educar crianças, adolescentes e suas famílias para o protagonismo social, utilizando o esporte e a cultura como ferramenta impulsionadora.

Atualmente, a iniciativa atende 430 crianças e adolescentes, na faixa etária entre seis e 17 anos, matriculados na rede pública de ensino e residentes do Complexo do Muquiço, no Rio de Janeiro (RJ). Além de oferecer esse espaço no contraturno escolar, o Instituto se propõe a fazer o acompanhamento dos estudantes em parceria com as escolas da região e com as famílias, estreitando o diálogo e ajudando no desenvolvimento local da comunidade.

 

6. Instituto Passe de Mágica

 

O Instituto Passe de Mágica foi idealizado pela ex-jogadora da seleção brasileira de basquete, Paula Gonçalves, conhecida como Magic Paula. Em 2004, ele surgiu com o objetivo de promover atividades de esporte educacional e envolver ações culturais na rotina de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

Há cinco modalidades extras, além do basquete, oferecidas pelo projeto: boxe, esgrima, levantamento de peso, remo e taekwondo. Hoje, o Instituto atende mais de 1.000 jovens em sete núcleos distribuídos nas cidades de Diadema, Piracicaba e São Paulo (SP). Em 2017, as ações atingiram mais 24 municípios no Vale do Ribeira.

 

7. Instituto Esporte e Educação

Imagem vista de cima de um grupo de pessoas em círculo segurando um pano colorido

 

Idealizado pela ex-jogadora de vôlei e medalhista olímpica Ana Moser, em 2001, o Instituto Esporte & Educação (IEE) foi criado para formar jovens críticos e participativos, que por meio da Educação Física e do esporte desenvolvem habilidades essenciais para exercer a cidadania.

O projeto atua em duas frentes: atendimento direto às crianças e adolescentes de baixa renda, oferecendo acesso ao esporte educacional, e formação de professores com o intuito de ampliar o alcance da metodologia para outras escolas. Localizado na zona sul de São Paulo (SP), a organização já atendeu cerca de seis milhões de jovens e capacitou mais de 45 mil educadores em todo o Brasil.



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