Ação com trainees incentiva jovens em busca pelo primeiro emprego

11 de setembro de 2018

Em parceria com a Associação Cruz de Malta, trainees voluntários do Grupo Telefônica encararam o desafio de oferecer ferramentas para inclusão de jovens no mercado de trabalho

Imagem mostra pessoas usando camiseta roxa onde se lê Voluntários Telefônica em ação com trainees

No dia 31 de agosto, trinta e um jovens vestindo camisetas roxas do Programa de Voluntariado da Fundação Telefônica Vivo adentraram os portões do Centro Assistencial Cruz de Malta. Os trainees do Grupo Telefônica foram recebidos pela comunidade a fim de colocar em prática o trabalho desenvolvido ao longo de um mês de mapeamento e imersão.

O Centro Assistencial Cruz de Malta atende, há 60 anos, diversas necessidades do bairro do Jabaquara, em São Paulo, com serviços que vão desde assistência ambulatorial até iniciativas socioeducativas.

“As pessoas que a gente atende realmente precisam de oportunidades. Elas não tiveram moradia, educação e saúde. Por isso é muito importante estimular esse cuidado”, afirmou a diretora da Cruz de Malta, conhecida como Dona Teresa. Aos 70 anos, a idade é um mero detalhe para ela e não a impede de pertencer ao tempo das inovações.

Para dar continuidade a esse trabalho e unir esforços, a Fundação Telefônica Vivo trouxe jovens do Programa de Trainees para promover um intercâmbio de experiências e habilidades. “Já tínhamos uma parceria com a Cruz de Malta e levamos em consideração o perfil dos trainees”, ressaltou Bruno Camargo, funcionário da Fundação e membro do comitê responsável pela ação na Cruz de Malta.

 

Passo a passo

Os trainees decidiram montar oficinas profissionalizantes para que os jovens atendidos pelo Centro Assistencial Cruz de Malta pudessem somar recursos e conseguir o primeiro emprego, a partir dos 14 anos. Mas o processo para chegar a essa iniciativa foi longo.

A ideia para um programa de voluntariado envolvendo os trainees surgiu durante o Dia dos Voluntários Telefônica de 2017, coincidindo com a entrada dos jovens na companhia. Eles conheceram mais sobre os projetos realizados pela Fundação, e viram uma oportunidade de complementar o aprendizado dentro da empresa.

“Aprendemos muito enquanto trainees, recebemos tanto! Fazer o voluntariado é uma maneira de devolver isso para a sociedade”, disse Marieli Schievano, de 25 anos, que conta ter encontrado na iniciativa a chance de descobrir diferentes realidades, bem como maneiras de se conectar a elas.

Após participarem de uma integração, os trainees foram divididos em grupos entre os quais foram distribuídas áreas de verificação dentro do centro assistencial. Em menos de um mês, foram formuladas as propostas de ação.

Após cada grupo apontar soluções, foi feito um recorte de prioridades junto à diretoria da Cruz de Malta. “A gente conseguiu utilizar as metodologias introduzidas nos workshops e traduzir as necessidades deles. Houve essa convergência entre a teoria aprendida e a prática no âmbito social”, conta o trainee voluntário Vinícius Henrique Martins, de 28 anos, sobre o processo de imersão e execução do trabalho realizado pelo grupo dele.

 

Mão na massa

Antes da palestra de abertura dos trainees voluntários, a expectativa era grande. Os jovens da Cruz de Malta entraram no auditório com uma mistura de entusiasmo e ansiedade por não saber o que aconteceria.

“Tinha a ideia de que ia ser uma apresentação cansativa”, contou a estudante Aline Rodrigues, de 17 anos, que frequenta um programa especial para desenvolvimento de jovens aprendizes do centro assistencial. Os trainees voluntários também tiveram essa preocupação.

A intenção era que o conteúdo fizesse sentido para os jovens e o uso de memes e dinâmicas quebrou a resistência inicial de quem busca o primeiro emprego. “Foi realmente muito diferente do que a gente esperava! Foi descontraído”, acrescentou Letícia Milena, também de 17 anos.

Os jovens também puderam experimentar atividades na prática. Ao todo, havia três oficinas: Redes Sociais, Metodologia 5s e Noções de Estética. Cada uma explorou ferramentas para serem aplicadas profissionalmente até mesmo para quem deseja empreender.

“Ver os trainees chegarem aqui e falarem sobre assuntos que nós trabalhamos, mas com experiências diferentes, é muito rico. Isso encoraja e estimula o sonho de alcançarem esse estágio amanhã.”, afirma Alexandra Brunetti, professora que forma e acompanha os jovens aprendizes na Camp Social, iniciativa do Centro Assistencial Cruz de Malta.

“Eles foram muito sensíveis ao propor essas atividades. A energia que circula após um dia como esse, fica com a gente durante muito tempo. Não é apenas sobre o dia de hoje”, resumiu Luciana Luppi, coordenadora educacional da Cruz de Malta, sobre os ganhos da ação voluntária, que trouxe sensação de missão cumprida e rostos iluminados com conhecimentos adquiridos ao longo do dia!

 

As Oficinas

Redes sociais: Para abrir a oficina, uma música do artista KondZilla foi usada para quebrar o gelo. Usando esse interesse como gancho, os voluntários usam como exemplo o sucesso do artista, mostrando as possibilidades de visibilidade e divulgação do trabalho. A apresentação foi dinâmica, convidando os jovens a interagir o tempo todo, inclusive compartilhando experiências com redes sociais. Ao final, criaram uma página juntos e debateram como usá-la como ferramenta.

Barba, cabelo e bigode, sem bode: Atentos ao interesse dos jovens pelas áreas de estética e identificando uma possibilidade de rentabilizar habilidades, os voluntários montaram uma espécie de mini salão de beleza. Um barbeiro e uma maquiadora ensinaram aos meninos e meninas técnicas necessárias para realizar serviços como corte de cabelo e utilização de cosméticos na prática. Além disso, deram dicas de como investir em um negócio próprio.

Metodologia 5s: Senso de Utilização, Senso de Organização, Senso de Limpeza, Senso de Normatização e Senso de Disciplina são técnicas de logística organizacional que podem ser muito úteis para gestão do ambiente de trabalho. Após uma palestra sobre cada um dos “s”, os voluntários dividiram os jovens em grupos e os convidaram a buscar espaços dentro da instituição para aplicar os conhecimentos. Com a ajuda de cartolinas e post it’s, identificaram o que poderia ser melhorado  e, ao final da atividade, reuniram-se para  apresentar as ideias.

 

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