Ação de mentoria para estudantes de ETECs recria experiência de voluntariado corporativo

21 de julho de 2017

 

Imagem mostra pessoas e o letreiro que diz Pense Grande

Colaboradores do Grupo Telefônica contam como foi a experiência de trabalhar com jovens de ETECs de São Paulo para desenvolver projetos de impacto social

No primeiro semestre de 2017, participantes do Programa de Voluntariado do Grupo Telefônica e do Pense Grande, programa voltado para jovens com o objetivo de incentivar o empreendedorismo social promovido pela Fundação Telefônica Vivo, se uniram para uma iniciativa especial de voluntariado corporativo: tornar-se mentores voluntários de jovens empreendedores das Escolas Técnicas de São Paulo (ETECS) parceiras da iniciativa.

As ETECs Abdias do Nascimento (Paraisópolis), Tereza Aparecida Cardoso Nunes de Oliveira (Arthur Alvim) e Jorge Street (São Caetano) participaram do programa em 2017.

Para se tornarem mentores, os voluntários passam por um processo de formação. Logo, os próprios voluntários se viram também aprendizes, conhecendo a realidade de adolescentes que moram em diversas regiões de São Paulo. Cada grupo de estudantes já tinha em si potencial e ferramentais para criar ideias que unissem tecnologia e empreendedorismo como forma de impacto social, o que tornou a iniciativa um espaço de intensa troca de conhecimentos e produção mútua. A parceria está prevista para continuar no próximo semestre desse ano.

Para conhecermos um pouco mais sobre como a iniciativa de voluntariado corporativo pode ser transformadora, convidamos voluntários para contarem um pouco mais sobre a experiência. Confira!

Robson Wilians Guelão de Menezes Consultor e voluntário do Dia dos Voluntários desde 2015, e do Pense Grande a partir de 2017. Quando eu fiz minha graduação, trabalhei com uma comunidade da região de Santo Amaro, em São Paulo, ensinando noções básicas de computação para jovens e adultos. Foi uma experiência muito gratificante, então fiquei feliz de entrar na Telefônica e poder me juntar ao Programa de Voluntariado. Trabalhar no Pense Grande foi fantástico e vou levar a experiência para o resto da vida. O objetivo do projeto era despertar no jovem a vontade de desenvolver e empreender, mas a sensação que fica quando termina o dia é que você se tornou uma pessoa melhor. Eles não estão em busca somente de ganho material, e sim de conhecimento, e é importante compartilhar um pouco do que sei com eles. Um dos momentos mais emocionantes foi quando um dos jovens me chamou pelo nome. Entre tantos voluntários - com os quais também aprendi bastante - ele realmente guardou o que eu falei. Isso me deixou feliz, e me fez ter certeza de querer participar no próximo semestre! Thiago Augusto Goldberg Suporte Sênior, voluntário desde o começo de 2017. Eu já tinha experiência como educador, me voluntariando também em empresas que trabalhei antes. Finalmente esse ano consegui me programar para entrar como voluntário nas ETECs. A metodologia do programa me atraía muito, dava para ver que ela funcionava, não só para os jovens, mas até se nós, voluntários, quisermos montar algum projeto no futuro. Muitos projetos me chamaram bastante a atenção. Gostei muito de um grupo que queria colocar sensores para inovar os estacionamentos da região. Também havia um que queria ajudar os agentes comunitários de saúde, disponibilizando um aplicativo para que eles não precisem carregar tantos papéis em sua jornada de trabalho. Gostei muito da postura dos estudantes e de suas explanações. Eles tinham muita certeza do que queriam, e com certeza essa foi uma experiência enriquecedora tanto para eles quanto para mim! Diana de Macedo Soares Neves Marketing, voluntária desde maio de 2017. Sempre trabalhei com voluntariado, principalmente com recreação infantil. Nunca tinha me envolvido com educação, e achei interessante o Pense Grande porque ele também unia o empreendedorismo, área onde me formei. Foi legal poder ver a eficácia da metodologia do Design Thinking no empreendedorismo social, e mais legal ainda a troca de experiências e sonhos com jovens. Temos realidades diferentes, mas sonhos muitos parecidos, e foi bonito construir projetos com eles. Nosso dia-a-dia era intenso, mas a lembrança mais forte era entrar na ETEC e ver o contraste de realidades: de um lado o Morumbi, do outro a comunidade de Paraisópolis. Temos ainda muito que aprender e mudar com os jovens de lá.


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