Aula Digital inspira iniciativas inovadoras em escolas de Manaus e Viamão

01 de outubro de 2019

Uma sala de aula que remete a um parque e aulas de xadrez com tecnologia. As escolas municipais Davison Pereira e Dom Diogo de Souza contam como o projeto contribuiu para a inovação de práticas pedagógicas


Como transformar o ambiente escolar para promover mais dinamismo e potencializar o aprendizado? Por meio do projeto Aula Digital, uma escola localizada em Manaus (AM) e outra de Viamão (RS) conseguiram mudar as suas realidades e alcançar resultados importantes em seus processos de ensino e aprendizagem.

Manaus foi o primeiro território a receber o Aula Digital, em 2017, com o objetivo de apoiar a rede municipal e impactar mais de 57 mil crianças e 2.100 educadores. Viamão foi a terceira área de atuação e conta com mais de 15 mil estudantes beneficiados e acompanhamento de 560 educadores.

O projeto, iniciativa global da Fundação Telefônica Vivo e Fundação Bancária “la Caixa”, oferece formação presencial continuada a professores, coordenadores pedagógicos, gestores escolares e técnicos das secretarias de educação, além de disponibilizar acesso a um ambiente de aprendizagem e conteúdos pedagógicos digitais.

As duas iniciativas utilizaram a formação de professores, o acesso ao ambiente digital de aprendizagem do projeto e os kits tecnológicos (como tablets, notebooks e outros equipamentos) para mudar a realidade educacional e ampliar as oportunidades de inovação nas regiões.

Abaixo, educadores das escolas municipais Davison Pereira, em Manaus; e Dom Diogo de Souza, em Viamão (RS), falam sobre o impacto do projeto Aula Digital em suas propostas pedagógicas e resultados educacionais.

A Sala Parque de Manaus

A Escola Municipal Davison Pereira tinha uma comunidade de pais e responsáveis desinteressada e desinformada sobre a formação acadêmica dos alunos, segundo a pedagoga da escola Elza Araújo. Para mudar isso, a gestão passou a mobilizar os pais no processo educativo, responsabilizando-os pelo acompanhamento de seus filhos.

“Quando o Aula Digital chegou, esse trabalho se intensificou, pois vinculamos a participação dos estudantes a pré-requisitos como comportamento, frequência, realização de atividades para casa, trabalhos de pesquisa, entre outros, o que melhorou muito o desenvolvimento e a frequência dos alunos, a entrega de atividades e o acompanhamento familiar”, diz. Com isso, em 2018 a instituição não teve nenhuma evasão sequer.

A escola pensou em levar os dispositivos da maleta do Aula Digital para serem utilizados em uma sala específica, mas a gestão pedagógica observou que ainda não seria o suficiente. Surgiu então a ideia da criação de uma sala na qual fosse possível desenvolver aulas práticas e propiciar um espaço diferenciado para os alunos vivenciarem uma educação inovadora por meio da tecnologia. Nascia a Sala Parque.

No local são realizadas diversas ações como cinema, contação de histórias, palestras e oficinas, além do uso das ferramentas do Aula Digital. “A ideia era ter um espaço que simulasse um parque e onde os alunos se sentissem à vontade para executar suas atividades. Os alunos amam estar nessa sala”, conta a pedagoga.

Para Elza, é essencial que pais, alunos, professores e gestão escolar tenham um único objetivo e procurem se envolver, como aconteceu na escola para a construção da Sala Parque. “A equipe da escola Davison é o reflexo desse envolvimento único”, afirma.

“O nosso orgulho maior é ver os alunos sendo admitidos em escolas de tempo integral, sonho dos pais desta comunidade, e os professores felizes com os resultados. O Aula Digital não é apenas mais um recurso que utilizamos, mas sim a ferramenta impulsionadora do fazer pedagógico que culmina com a qualidade do ensino proporcionado pela nossa escola”, finaliza.

Alunos estão sentados lado a lado, usando tablet e fones de ouvido, em meio a Sala Parque, um dos projetos incentivados pelo Aula Digital, da Fundação Telefônica Vivo. A Sala Parque tem as paredes pintadas em cores vivas, com desenhos de crianças brincando em um parquinho.

 

Os enxadristas de Viamão

Em Viamão, o Aula Digital teve como consequência ampliar uma experiência que já era utilizada na Escola Dom Diogo de Souza: as aulas de xadrez. “O xadrez na escola nos auxilia de diversas maneiras, em temas como disciplina, concentração, dinamismo, cooperação e previsão de futuro, fazendo analogia com a vida dos alunos”, afirma Bruno Régio, professor da escola.

O professor relata que a linguagem tecnológica estava presente no cotidiano dos alunos, uma vez que nas aulas de xadrez, eles já usavam aplicativos.


“A plataforma do Aula Digital trouxe uma experiência ainda mais ampla, fazendo acompanhamento individual do progresso das atividades propostas, com dinamismo e praticidade”, conta Bruno

 

Uma das consequências foi a melhora do desempenho dos alunos em matemática. “O projeto proporciona uma visão de todo o processo de aprendizagem e fica muito claro o que deve ser trabalhado no decorrer das aulas”, completa.

A combinação entre Aula Digital e xadrez trouxe mais um resultado: 22 alunos da escola gaúcha participaram, entre 20 e 22 de setembro, do Campeonato Brasileiro de Xadrez Escolar, na cidade de Caxambu (MG). Todos embarcaram com a maleta do projeto para se preparar.

“Vai ser a primeira vez que uma escola inserida no Aula Digital viajará com uma maleta. Esse é um dos propósitos do Aula Digital, fazer a aula acontecer em qualquer lugar”, disse Márcia Roldão, diretora da instituição, para a prefeitura de Viamão.

Além das medalhas e troféus obtidos pelos alunos, o professor Bruno Régio acredita que a participação no evento propicia oportunidade aos alunos de “muitas vivências diferenciadas, trocas de ideias com alunos de muitas regiões do país e uma mudança de perspectiva em relação ao projeto de vida em um âmbito geral”. Além disso, “o Aula Digital irá nos proporcionar experiências ainda mais tecnológicas que podem mostrar novas perspectivas”, complementa.



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