Bloco luta pelos direitos de crianças e adolescentes

09 de fevereiro de 2018

Desde 1992, bloco de carnaval Eureca sai às ruas. Tema deste ano é diversidade e igualdade.

No carnaval desde 1992, o Bloco Eureca aborda temas ligados aos direitos de crianças e adolescentes. O projeto quer visibilizar o ECA e incentivar o protagonismo infanto-juvenil.

Imagine 7500 crianças e adolescentes mobilizados pela energia do carnaval, expressando uma voz a favor de seus direitos, em quatro cidades do Estado de São Paulo. Assim é o bloco Eureca, que transforma folia em protagonismo infanto-juvenil desde 1992.

Eureca significa “Eu Reconheço o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)” e cumpre sua missão ao eleger sambas temáticos todos os anos. Em 2018, o grupo propõe o mote “Lutando pela diversidade, respeito e igualdade”.

Tudo começou em São Bernardo do Campo (SP), onde está situado o Projeto Meninos e Meninas de Rua de São Bernardo do Campo, idealizador do bloco. Por lá, o grupo já contabilizou 27 desfiles.

Eureca também é uma palavra grega que significa “encontrei”. Teria sido usada pelo matemático Arquimedes na antiguidade ao descobrir como medir a densidade dos objetos. Desde então, está associada a boas ideias!

Atualmente, a mobilização já se expandiu para outras três cidades: São Vicente, com 12 desfiles, São Paulo, com nove e agora estreia em Rio Claro, no interior do Estado.

Em São Vicente, o desfile ocorreu no último dia 4. Na sexta-feira de carnaval, 9 de fevereiro, o Eureca ganha as ruas de São Bernardo do Campo (Rua Jurubatuba, 1610, às 13h). Em São Paulo, a festa chega no dia 13 de julho e também 5 de outubro. Já em Rio Claro, o desfile está marcado para 29 de julho.

Protagonismo

No carnaval desde 1992, o Bloco Eureca aborda temas ligados aos direitos de crianças e adolescentes. O projeto quer visibilizar o ECA e incentivar o protagonismo infanto-juvenil.
À frente do projeto, Marco Antonio da Silva Souza, mais conhecido como Markinhus, considera o Bloco Eureca a maior mobilização com crianças e adolescentes no Brasil.

“Eles escolhem o tema, a alegoria e constroem a música. A mobilização é permanente, durante todo o ano. A ideia é abrir diálogo com a sociedade a respeito dos direitos de crianças e adolescentes e proporcionar a interação deles com o ECA”, disse Markinhus.

Em geral, as crianças que participam das ações são vinculadas a organizações sociais e enfrentam diversos tipos de situações, como a exploração do trabalho infantil ou sexual, cumprimento de medidas socioeducativas e familiares presos.

O acolhimento de meninos e meninas de comunidades periféricas, áreas de ocupação, loteamento irregular ou em situação de rua nas cidades que aderiram ao bloco ocorre durante o ano todo.

Geralmente, eles passam por atividades no contraturno escolar, embora muitos dos beneficiados sequer frequentem a escola de forma regular.

“Em São Bernardo, por meio do Projeto Meninos e Meninas de Rua, um de nossos trabalhos é justamente o combate à evasão escolar”, disse Markinhus. Oficinas, processos de formação para cidadania, além de alimentação e cuidados de higiene fazem parte do acolhimento.

Em todas as cidades, o Eureca se torna uma das ações realizadas durante o ano todo pelas instituições envolvidas. A consagração disso tudo é o desfile, ecoando, com as batidas de uma bateria formada por crianças e adolescentes, um grito a favor de seus próprios direitos.

No carnaval desde 1992, o Bloco Eureca aborda temas ligados aos direitos de crianças e adolescentes. O projeto quer visibilizar o ECA e incentivar o protagonismo infanto-juvenil.

Leia também:



Deixe uma resposta aqui