Como um programa de voluntariado pode trabalhar pela inclusão

18 de novembro de 2019

Durante evento, Fundação Telefônica Vivo apresenta as transformações geradas pelo seu programa de voluntariado empresarial


No dia 12 de novembro, a Fundação Telefônica Vivo foi sede do Prata da Casa, organizado pelo Conselho de Voluntariado Empresarial (CBVE).Tendo como tema Voluntariado como ferramenta de inclusão para pessoas com deficiência, o evento reuniu associados e convidados para debater e compartilhar boas práticas.

Quantas pessoas com deficiência você viu hoje? A provocação foi feita por Alexandre Amorim, diretor executivo da ASID Brasil, um dos parceiros executores do Programa de Voluntariado da Fundação. Em sua fala, ele ressaltou que cerca de 7% da população brasileira, ou mais de 15 milhões de pessoas, tem alguma deficiência.

“É muita gente e nós não costumamos ver essas pessoas por aí, o que me leva a crer que elas não estão incluídas na sociedade como deveriam”. Escolaridade e mercado de trabalho oferecem um panorama preocupante: 61% das pessoas com pelo menos uma deficiência não completam a educação básica. Há 486 mil de pessoas com deficiência com carteira assinada, mas são 7 milhões com condições de trabalhar.

“Ano a ano a inclusão cresce. O acesso ao mercado de trabalho praticamente dobrou de 2009 para cá, mas há muito trabalho a ser feito. E as empresas podem ser proativas nesse sentido”, avalia Alexandre Amorim.Por meio de voluntários, empresas podem oferecer conhecimento especializado e diversificado para ajudar instituições de apoio a pessoas com deficiência. O olhar de fora favorece metodologias inovadoras que potencializam o desenvolvimento humano. E o melhor é que todos os envolvidos saem ganhando.

 

Trabalhando pela inclusão

Nos últimos anos, o Grupo Telefônica intensificou sua atuação pela causa da inclusão de pessoas com deficiência (PcD), tanto no Programa de Diversidade da Vivo, que olha para equidade nos processos de contratação de colaboradores, quanto no Programa de Voluntariado da Fundação Telefônica Vivo.

“Nosso programa de voluntariado é construído junto com os colaboradores. São eles que trazem as causas em que gostariam de atuar”, explica Karina Daidone, gerente de projetos sociais da Fundação. “Quando eles trabalham com pessoas com deficiência há um engajamento muito grande. Sem contar que o voluntariado é inclusivo por natureza”.

O case da Fundação escolhido para ser apresentado no evento Prata da Casa foi o programa internacional Vacaciones Solidárias de 2018, que reuniu 15 colaboradores voluntários, três brasileiros e 12 estrangeiros, para promover transformações na Escola Especializada Primavera, que atende 162 crianças e adolescentes com deficiências em Curitiba (PR).

Durante quinze dias, o grupo de voluntários trabalhou em três principais eixos: comunicação – para a escola tornar suas ações mais conhecidas entre a comunidade – mercado de trabalho – para potencializar a entrada dos alunos no mercado formal – e inovação, com acesso a novos conhecimentos.

Os resultados foram expressivos.Hoje, mais de 30 alunos da Escola Primavera estão inseridos no mercado de trabalho (antes eram apenas dez). Houve também capacitação dos estudantes em pensamento computacional e programação, bem como uma divulgação mais estruturada das iniciativas, o que aproximou a escola da comunidade.

A experiência foi tão positiva que a escola está se organizando para estruturar um grupo de voluntários para atuar periodicamente na instituição. “Quem vem de fora traz muita novidade, é um olhar que acrescenta muito para a gente que está ali imerso nos nossos fazeres do dia a dia”, declarou a diretora da escola, Fátima Heraki Floriani, em vídeo apresentado no evento.

Isso demonstra que um programa de voluntariado empresarial bem estruturado permite grandes transformações. O Vacaciones Solidárias, por exemplo, começa a ser gestado meses antes da concretização do projeto.

Além de organização e seleção de voluntários engajados com as causas, contar com parcerias especializadas é fundamental para os bons resultados, aponta Luanda de Lima, gerente de comunicação e voluntariado da Fundação Telefônica Vivo:

“Contar com a experiência da ASID Brasil (Ação Social para Igualdade das Diferenças) foi essencial para criar um projeto com mais impacto e profundidade, já que eles têm muita experiência com a causa, além de uma rede de pessoas e dados paranos apoiar. Minha dica para quem quiser estruturar um bom programa de voluntariado empresarial é justamente essa: procure boas parcerias para apoiar suas causas”.

 

Sobre o Prata da Casa

Realizado bimestralmente, o evento reúne associados do CBVE e representantes de organizações sociais com o propósito de formar uma rede de promoção e desenvolvimento do voluntariado empresarial, proporcionando um espaço de construção coletiva, inspiração e troca de experiências.

“Uma das grandes belezas desse evento é que ele é democrático e aberto a qualquer empresa. Permite troca em um tema que não existe concorrência. É um movimento que as empresas precisam fazer juntas”, definiu Ednei Fialho Lopes, gerente de Recursos Humanos do Bradesco e membro do CBVE.

O diretor-presidente da Fundação Telefônica Vivo, Americo Mattar, falou sobre a transformação pela qual os negócios passam: “a sociedade exige que as empresas comuniquem suas causas, muito mais do que seus produtos. Ser ético e responsável não é diferencial, é obrigação. É um movimento muito positivo de transformação social”.

BENEFÍCIOS DE UM PROGRAMA DE VOLUNTARIADO EMPRESARIAL*

Para voluntários
.
Compartilham conhecimentos

. Compartilham habilidades e experiência profissional

. Rompe preconceitos e passa a enxergar as potencialidades da pessoa com deficiência

 

Para pessoas com deficiência (PcD)

. Adquire novos conhecimentos técnicos e comportamentais

. Melhor socialização, uma vez que estreita laços e conexões a partir do contato com os voluntários

. Adquire conhecimentos sobre o mercado de trabalho

 

Para instituições
. Amplia seu leque de possibilidades com o voluntariado

. Adquire novos conhecimentos do Setor Privado, gestão e outros

 

Para as empresas
. Colaboradores próximos da causa dasPcD

. Colaboradores sensibilizados para a causa dasPcD

. Assertividade para futuras inclusões

 

*Fonte: ASID Brasil


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