Conane 2017 contou com a participação das escolas apoiadas pelo Programa Inova escola

30 de junho de 2017

 

Cartaz explicando a Conferência Nacional de Alternativas para uma Nova Educação

Conferência discutiu práticas inovadoras e permitiu troca de conhecimento entre educadores.

A terceira edição da CONANE – Conferência Nacional de Alternativas para uma Nova Educação aconteceu nos dias 15 e 17 de junho em Brasília (DF). Em três dias de programação, mais de 500 educadores participaram de rodas de conversa e dinâmicas sobre temas como sustentabilidade, territórios educativos, fortalecimento e expansão de escolas inovadoras. A Fundação Telefônica Vivo, apoiadora do evento, esteve presente levando os exemplos das escolas do Programa Inova Escola, que incentiva tecnologias digitais e práticas inovadoras nessas instituições.

Educadores e diretores da EMEF Desembargador Amorim Lima (São Paulo-SP), EMEF Presidente Campos Salles (São Paulo-SP), EM André Urani (Rio de Janeiro-RJ) e da EMEF Zeferino Lopes de Castro (Viamão-RS) partilharam as experiências inovadoras que desenvolvem em seus territórios. Pela manhã, a Urani apresentou um vídeo da websérie Inova Escola, e a Zeferino, um vídeo feito especialmente para o evento. As escolas ainda participaram de dinâmicas para tirar dúvidas de outros participantes.  A conversa foi mediada pela especialista em educação Helena Singer e pelo educador português José Pacheco.

Educadores na Conferência Nacional de Alternativas para uma Nova Educação
A educadora Luana Raquel da Silva Rezende representou a EM André Urani, escola carioca que desenvolve o projeto GENTE – Ginásio Experimental

Representantes da EMEF Maria Luiza Fornasier Franzin (Águas de São Pedro-SP) e EM Manoel Domingos (Vitória de Santo Antão-PE) mediaram a roda de conversa Tecnologia, Inovação e Educação, na qual os mediadores propuseram atividades baseadas em suas experiências pedagógicas.

Maria Lúcia Ferreira, diretora da Manoel Domingos, conta que uma das melhores partes foi conhecer o educador Pacheco, que sempre admirou. Ele é fundador da Escola da Ponte, experiência que dissolveu disciplinas e séries por apostar na transdisciplinaridade.

A escola rural de Vitória de Santo Antão também inova: é a primeira 100% conectada do Nordeste, usando recursos didáticos como robótica e gamificação. “É muito bom quando percebemos que não estamos sozinhos. Quando uma pessoa faz uma inovação, é bom, mas quando outras muitas fazem, dá a sensação de que estamos no caminho certo”.

A educadora Luana Raquel da Silva Rezende representou a EM André Urani, escola carioca que desenvolve o projeto GENTE – Ginásio Experimental de Novas Tecnologias Educacionais. Nele, os alunos se dividem por afinidades para aprender de modo multidisciplinar. “Podemos mostrar o que fazemos para mais de 500 educadores, legitimar o que conseguimos sozinhos na ausência de uma política pública que dê conta das complexidades dos estudantes”, comentou.

Após mostrar como a escola opera, Luana propôs uma dinâmica com os participantes para sentirem como era estar no laboratório de Língua Portuguesa, espaço cuja prerrogativa é tratar a língua como forma de expressão, e não somente como matéria.

Varal de experiências na Conferência Nacional de Alternativas para uma Nova Educação

Os educadores também puderam expor seus trabalhos no Varal de Experiências. A instalação consistia em um espaço aberto durante a programação onde era possível colocar banners e cartazes sobre projetos. No primeiro dia de evento, os representantes dispuseram de tempo livre para trocar experiências. “Os meus alunos se comunicaram comigo por mensagem e estavam gostando muito do que eu contava sobre o evento. Tem muitos aprendizados que obtive com outros educadores que já vou aplicar no GENTE”, diz Luana.

Saiba mais sobre as escolas participantes do Inova Escola e descubra como a tecnologia pode potencializar a inovação dentro dos espaços educativos.



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