Em experiência de sucesso, João Pessoa avança na formação de educadores

06 de fevereiro de 2017
Formação em João Pessoa envolveu a FTV e a Secretaria de Educação e Cultura da cidade

A iniciativa é resultado da parceria entre Fundação Telefônica Vivo e a Secretaria de Educação e Cultura da cidade

Em um mundo cada vez mais digital, novas demandas levam ao consenso sobre a importância da constante atualização profissional dos educadores. A grande vitória é quando este investimento traz resultados práticos aos alunos e docentes. Foi o que aconteceu em João Pessoa, na Paraíba, após a parceria entre Fundação Telefônica Vivo e a Secretaria de Educação e Cultura da cidade, por meio do programa Escolas Conectadas, em 2016.

De acordo com Gilberto Cruz de Araújo, Diretor de Gestão Curricular da Secretaria, os resultados do Índice de Excelência em Educação do município tiveram significativa melhora após a parceria. Base para o prêmio Escola Nota 10, o índice é composto por resultados de aprendizagem dos alunos e pela adesão dos professores à formação continuada.

“Pela primeira vez, oferecemos a opção para o professor acompanhar os cursos à distância. Esta inovação proporcionada pela Fundação Telefônica Vivo contribuiu muito para adesão ao programa”, comemora Araújo. Entre 3.000 professores da rede, mais de 900 educadores se inscreveram, percorrendo de 40 a 45 horas de formação, com atividades práticas e avaliativas, divididos em seis turmas exclusivas.

Escolas Conectadas A plataforma oferece cursos gratuitos com conteúdos e metodologias inovadoras, além de cultura digital, práticas pedagógicas diferenciadas e o auxílio da tecnologia nas atividades para educadores de áreas urbanas e rurais em larga escala. Em 2016, mais de 24.000 professores participaram dos cursos, e as inscrições para este ano estão abertas a qualquer educador, independentemente da disciplina ou nível de experiência. É preciso apenas ter acesso a computador e à internet. Inscreva-se!

 

Edilma Ferreira da Costa, Secretária de Educação e Cultura, explicou que o resultado de sucesso foi fruto de um esforço coletivo da rede de ensino em mobilizar e inscrever os professores na plataforma, por meio de ações de comunicação por e-mail e SMS, plantão de suporte presencial e telefônico para eventuais dúvidas, apoio no processo de inscrição e a inclusão da formação como um dos critérios para o recebimento do 14º salário dos docentes. “A iniciativa foi louvável, pois proporcionamos cursos diferenciados, que não costumávamos oferecer. O grau de satisfação foi enorme. Pretendemos dar continuidade a este modelo”, diz a secretária.

A cidade também se destacou entre os números do próprio programa Escolas Conectadas. Em média, a taxa de concluintes em formação à distância no Brasil é de 25%. Em 2016, ela subiu para 45%. Mesmo assim, nas ações da capital paraibana, o número chegou a 69%.

Este não é a primeira vez que a Fundação Telefônica Vivo se aliou a secretarias municipais e estaduais de educação no país. A parceria entre o poder público e a iniciativa privada contribui para uma inovação incremental das políticas públicas, apoiando o avanço da qualidade da educação brasileira por meio da formação continuada de professores.

Nas cidades mais carentes, onde escolas sequer têm acesso à energia elétrica, o governo busca atender prioridades mais básicas. Os projetos da Fundação visam oferecer novos caminhos, despertando interesse para soluções inovadoras conteúdos de ponta, nivelados aos estados mais desenvolvidos do país.

Aluna acompanha explicação de professores em sala de aula
Formação em João Pessoa envolveu a FTV e a Secretaria de Educação e Cultura da cidade

Números

De acordo com o Observatório do Plano Nacional de Educação, dos 2,2 milhões de docentes que atuam na Educação Básica do Brasil, aproximadamente 24% não possuem formação de nível superior e apenas 31,4% dos professores da Educação Básica possuem Pós-Graduação.

Em 2014, a rede pública no município de João Pessoa apresentava 16,2% dos professores sem licenciatura, sendo que 10,7% dos que lecionavam no Ensino Fundamental concluíram apenas o Ensino Médio.

Priscila Cruz, Diretora do Todos Pela Educação, acredita que a parceria público-privada é uma das formas de avançar na formação de educadores no Brasil. “É certo que não existe uma bala de prata para solucionar os problemas de educação, porque são multifatoriais, mas certamente a qualificação do professor é o que mais se aproxima disso. Nenhuma outra política funciona se o professor não estiver preparado e a iniciativa privada tem demonstrado interesse em investir na causa”, conclui.



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