Empreendedor cria placa de arduíno para ajudar a transformar a programação em disciplina escolar

13 de julho de 2016

Conheça Claudio Olmedo, brasileiro responsável pelo One Dollar Board, iniciativa com foco na programação como disciplina escolar.

Imagine uma pequena placa de arduíno, do tamanho de um cartão de crédito, acompanhada de um manual passo a passo nela impresso. É possível que esse material ajude a transformar rotina de uma sala de aula, inserindo programação e robótica entre as disciplinas? Para o jovem empreendedor Claudio Olmedo a resposta não poderia ser mais positiva. “Queremos que, até 2030, ela torne parte do material escolar”, diz, otimista, o inventor.

Batizada com o nome de One Dollar Board (Placa de um Dólar, em tradução livre) por exatamente custar esse valor, a placa eletrônica serve como peça-chave para a educação do século XXI. Em um futuro próximo, acredita Olmedo, a criança poderá sair da escola já sabendo programar. Ele espera que a programação seja tão comum quanto aprender matemática e geografia.

E como funciona o One Dollar Board? “Na primeira etapa, o usuário precisa baixar o drive e quebrar uma parte da placa. No segundo passo, também é realizado o mesmo processo. Depois disso, o aluno deve conectar a placa ao computador e ele será encaminhado a uma série de exercícios, como fazer piscar um led, ligar um motor ou acender e apagar luzes por meio do aparelho celular”, explica Olmedo.

A ideia do empreendedor, morador de Foz do Iguaçu e fundador do Centro Maker, surgiu em 2014, quando conheceu um educador que dava aulas de programação para comunidades carentes. Ali estava a motivação necessária: tornar a programação e a robótica cada vez mais acessível – e fazer com que as pessoas passassem a enxergá-las como parte da rotina educacional.

Logo na primeira conversa, ele se lembrou de um chip bem econômico que funciona como o arduíno. “Fiz um cálculo mental mais ou menos de qual seria o valor e deu um dólar por placa”. Com a ideia no papel, foi em busca de recursos para torná-la real. Por meio de uma incubadora do Parque Tecnológico de Itaipu, o projeto, a princípio conhecido como Castanha – para remeter à questão da abertura e do crescimento –, passou a se chamar One Dollar Board, com o slogan: “O que você faz com um dólar?”

Alemanha e Estados Unidos são países que já apoiam a iniciativa. No Brasil, o projeto participa do programa de apoio Start-ed, da Fundação Lemman – parceira da Fundação Telefônica Vivo.

Unir tecnologia, paixão pela programação e persistir no sonho de uma grande mudança no cenário educacional estão entre as metas do empreendedor, que não se esquece dos primeiros contatos com a cultura maker ou mesmo das palestras nas quais distribuía placas aos participantes, para que aquele elemento não fosse um mero desconhecido. Se depender de Claudio Olmedo, a programação marcará as grandes transformações da educação no século XXI.



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