Entenda a base nacional comum curricular, que muda o ensino infantil e fundamental do país

10 de abril de 2017
Imagem mostra meninos e meninas em uma sala de aula

Apresentado pelo MEC, o documento deve servir como referência para todas as escolas brasileiras

Na última semana, o Ministério da Educação apresentou a terceira e última versão da base nacional comum curricular.

Este documento serve como referência obrigatória para os currículos escolares das 186 mil escolas de ensino infantil e fundamental do país, e deve afetar 46 milhões de estudantes.

Em discussão há dois anos e meio, a base curricular é considerada fundamental pelo governo para reduzir desigualdades na educação e garantir que todos os alunos do país aprendam o mesmo conteúdo no mesmo ano. A meta é que ela comece a valer em 2019.

Veja a seguir as principais mudanças e propostas da base nacional comum curricular:

Matemática · Ciências da natureza: ciências · Linguagens: língua portuguesa, arte, educação física e língua inglesa · Ciências humanas: geografia e história Destaques da BNCC: • Ensino religioso foi excluído da versão; MEC alega respeitar lei que determina que tema seja optativo e que é competência dos sistemas de ensino estadual e municipal definir regulamentação. • Conteúdo de história passa a ser organizado segundo a cronologia dos fatos. • Língua inglesa será o idioma a ser ensinado obrigatoriamente • Conceito de gênero não é trabalhado no conteúdo; MEC diz que texto defende "respeito à pluralidade". • Toda criança deve estar plenamente alfabetizada até o fim do segundo ano; na versão anterior, o prazo era até a terceira série. • Educação infantil ganha parâmetros de quais são os "direitos de aprendizagem e desenvolvimento" para bebês e crianças com menos de seis anos. • Texto apresenta 10 competências norteadoras, como valorizar "os conhecimentos historicamente construídos" e "a diversidade de saberes e vivências culturais" ou "argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis"



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