Espaços diferenciados de aprendizagem: muito além da sala de aula

28 de dezembro de 2016
Imagem mostra grupo de alunos e professora estudando num ambiente com cadeiras rústicas e palha.

Publicação Inova Escola destaca boas práticas que redefinem os espaços educativos.

Imagine um grande salão, sem divisórias ou paredes, onde mesas redondas substituem as carteiras comuns, professores circulam livremente e alunos de diferentes idades sentam-se em grupos, formando um ambiente dinâmico e colaborativo. Ou, então, pense em uma sala repleta de móveis modulares que são reorganizados pelos próprios estudantes, de acordo com a proposta da atividade escolar, incentivando a solidariedade e cocriação entre eles.

Ainda usando sua imaginação, contemple um local cercado por verde, com estruturas feitas de bambu e painéis solares onde os alunos aprendem sobre o cultivo e preparação de alimentos. Visualize também uma roda de crianças sentadas ao ar livre, interagindo com a natureza e aprendendo sobre reciclagem, ou ainda, um grupo de jovens visitando os pontos turísticos de sua própria cidade e descobrindo os monumentos históricos.

Os exemplos acima estão presentes na publicação Inova Escola, da Fundação Telefônica Vivo, que destaca as melhores práticas na criação de espaços diferenciados de educação em diversos lugares do mundo.

O livro traz inúmeras formas de se inovar no processo de ensino-aprendizagem, mas em todas elas há um ponto em comum: a busca em transformar os espaços por meio de práticas inovadoras.

O modelo tradicional de sala de aula com carteiras enfileiradas e ensino padronizado não corresponde às necessidades de uma nova metodologia de educação, principalmente se a escola deseja estar alinhada com as competências do século XX(veja mais no quadro abaixo), tão essenciais para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes.

Um espaço flexível, acompanhado de um roteiro de aula mais dinâmico e que converse com a proposta pedagógica da escola, pode propiciar aos alunos uma experiência de aprendizado mais atraente e enriquecedora.

 Sabemos, no entanto, que iniciar um processo de transformação no ambiente escolar não se faz do dia para a noite, mas é possível inspirar-se nas ideias de quem já fez e criar o seu próprio jeito de inovar, adequado à realidade de cada lugar. E este é um dos objetivos do Inova Escola, afinal, se é certo que novas práticas exigem novos ambientes, será que o aprendizado precisa ser limitado ao espaço dentro da sala?

Quando configuramos a escola como uma caixa isolada de conhecimento, não consideramos que muitos momentos de aprendizagem importantes para os estudantes também acontecem na relação com a comunidade em seu entorno.

Para reinventar o papel da escola é preciso ter em mente que qualquer lugar pode cumprir a função de educar, seja dentro da sala de aula ou além dos muros da escola. O importante é criar um ambiente onde os alunos sintam-se à vontade e interessados em aprender.

Quer conhecer mais exemplos de como inovar na educação?

Acesse o conteúdo da publicação Inova Escola no Acervo da Fundação Telefônica Vivo.

Box traz informações sobre competências do século XXI.


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