#Especial Mês do Professor: o educador José Flávio da Paz aposta em formação continuada

13 de outubro de 2016

Na segunda reportagem de nossa série, conheça a inspiradora história do professor que busca constante aprimoramento profissional para oferecer a melhor experiência aos alunos

“Nunca imaginei ser professor e não tenho aquela ideia romântica de educar. Nós nos tornamos os profissionais que queremos ser.”

À primeira vista, a fala do professor José Flávio da Paz, de 44 anos, chama a atenção por sair do senso comum da vocação profissional, que surge como um sonho de infância e é transformada em realidade. Mas como ele mesmo admite, a sala de aula é seu ambiente de realização e hoje não se imagina fazendo outra coisa.

Professor por acaso, Flávio começou na área da saúde, mas foi convidado a dar aulas em uma escola no Amapá por falta de profissionais e aceitou o desafio. Logo de início, decidiu que se fosse para ser professor, queria fazê-lo da melhor maneira. “A partir do momento em que entrei na sala de aula, vi que precisava ter uma formação para lecionar”. Assim, o professor começou a estudar.

O trabalho com educação infantil lhe proporcionou o primeiro contato mais direto com a escola, mas o professor ainda considerava voltar para sua área de origem e se formar em medicina. Como não havia o curso disponível em sua cidade, resolveu mudar oficialmente o rumo e foi estudar Letras pela Universidade do Amapá. Desde então, não parou mais de lecionar.

Nascido em uma família humilde na cidade de Poço Branco (RN), foi o único dos sete irmãos a chegar ao ensino superior e como gosta de dizer, sempre batalhou por suas formações. Depois de graduado em Letras, Flávio passou por diversas formações, especializações e mestrados – de teologia e sociologia até ao estudo do meio ambiente e geografia do semiárido. “Conhecimento nunca é demais”, acredita o professor.

Consciente de sua responsabilidade na formação de pessoas, Flávio agrega em seu extenso currículo acadêmico o título de Bacharel em Letras – LIBRAS e o estudo do Sistema Braille, em uma época em que não havia tecnologia para formação inclusiva e os textos eram produzidos a mão. “Achava muito complicado ter que usar intermediários para chegar até esses indivíduos e fiz o curso pela própria integração dos alunos”, conta.

Nessa busca incessante por conhecimento e novas formas de lecionar, Flávio conheceu a plataforma Escolas Conectadas e se encantou com a quantidade de cursos disponíveis. “Acredito que a formação continuada no professor é imprescindível, por isso me programei para fazer o máximo de cursos possíveis.”

Dentre os diversos cursos realizados na Plataforma, como Quadrinhos Digitais e o Pomar Doméstico, o educador destaca o tema Produção Textual na Cultura Digital, experiência que rendeu aos alunos uma matéria no jornal da escola e que considera inovadora pelo uso da tecnologia em sala de aula.

“Acho essencial aprender a utilizar adequadamente as ferramentas tecnológicas em benefício da educação na sala de aula e no ensino à distância. Como professores, nós somos os detentores da técnica, do conhecimento, mas as inovações existem e não podemos negá-las”.

Satisfeito com os resultados, Flávio pretende continuar as formações na plataforma e demais estudos como estratégia para desenvolver cada vez mais o potencial de seus alunos.

No final de 2015, o professor prestou concurso para docente do Magistério Superior da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), para as disciplinas de Língua Portuguesa e Linguística. Foi aprovado e hoje atua no ensino, pesquisa e extensão nas áreas citadas.

“Assim como o agricultor tem sua enxada e o pedreiro tem a sua colher, nós, educadores, temos a leitura e a formação continuada como ferramentas de trabalho para que sejamos as melhores referências aos alunos e possamos plantar boas sementes nessa trajetória”, conclui.



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