Jovens brasileiros criam startup que colabora para o desenvolvimento da cultura de doação

30 de junho de 2016

Por meio do Clube do Bem, os amigos Bruno e Fernando encontraram uma forma interativa de captar recursos para diversas organizações.

A presença das organizações sem fins lucrativos, cada vez mais atuantes nas sociedades mundo afora, enfatizam a importância de se investir no desenvolvimento social. Iniciativas empreendedoras, de protagonismo juvenil e de voluntariado são representantes da nova cultura de doação: captam recursos ou oferecem o tempo livre a ideias que miram a mudança de tantas realidades.

Estudo feito pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social em 2015, intitulado Pesquisa Doação Brasil, comprova em números o interesse dos brasileiros em ajudar: 77% já realizaram algum tipo de doação, sendo que 62% doaram bens, 52% doaram dinheiro e 34% disponibilizaram algum tempo para o voluntariado.

Neste quadro de crescimento de doações, projetos encontram meios de apoiar ONGs e incentivar pessoas a se unirem a causa. A empresa Get2Gether, dos amigos Bruno Ramuth e Fernando Branco, tem o slogan “todos por todos” e busca “unir pessoas, empresas e causas sociais”. A visão é holística do empreender, a fim de apoiar instituições e arrecadar fundos de maneira que todos sejam beneficiados.

Amigos há mais de 15 anos, a dupla de jovens empreendedores, em pouco mais de dois anos, já conquistou a parceira de mais de 600 empresas – além de instituições como como a Casa do Zezinho e a Turma do Bem. Um dos cases de sucesso da Get2Gether é o Clube do Bem, plataforma que permite que o usuário realize doações que variam entre R$ 15 e R$ 100 para diferentes organizações. Quem doa, ganha descontos em cinemas e compras virtuais.

A ONG Clube dos Vira-Latas, instituição ajuda animais abandonados e vitimas de maus-tratos, foi a pioneira deste Clube. “Durante a Copa do Mundo de 2014, momento em que iniciamos nossos trabalhos, foi lançada a campanha #TorcidaViraLata. Nas redes sociais, foram divulgadas fotos de alguns cães vestidos com a camisa da seleção brasileira. O intuito era chamar a atenção e captar recursos para a instituição. Foram arrecadados cerca de R$ 17 mil, e esse valor viabilizou a compra de instrumentos cirúrgicos para os veterinários”, conta Fernando.

Usando como referência os 17 objetivos da Organização das Nações Unidas, com alvo, entre outras temáticas, na erradicação da fome e na igualdade de gênero, Bruno e Fernando procuram realizar uma seleção e detectar instituições que possuem causas interessantes e, ao mesmo tempo, uma carência maior com relação ao apoio na captação de recursos. Ramuth explica: “Por meio dessa seleção, nós escolhemos quem vamos ajudar. Estipulamos que, dentro do Clube do Bem, nós poderemos apoiar no máximo 30 organizações para que o dinheiro realmente ajude e tenha um impacto efetivo.”

O plano para empresas e colaboradores, recém-criado pelos sócios, segue a mesma linha: mistura responsabilidade socioambiental, marketing para as instituições e benefícios para os funcionários. De acordo com Fernando Branco, “a empresa, ao realizar uma doação, ajuda o mundo e ainda oferece benefícios para seus colaboradores e para o seu negócio”, afirma.

A cultura de doação faz parte do dia a dia do brasileiro e pode ganhar força com modelos inspirados no protagonismo juvenil e no empreendedorismo social da Get2Gether. “A força conjunta é a solução para reverter o quadro de desigualdade social. E, mais do que isso, acreditamos que de alguma forma as pessoas possuem a vontade de ajudar o próximo e que elas são a principal ferramenta para a mudança do mundo”, finaliza Ramuth.



2 comentários sobre “Jovens brasileiros criam startup que colabora para o desenvolvimento da cultura de doação”

  1. Acho que minha amiga vai gostar de saber sobre isso

    1. Fundação Telefônica Vivo disse:

      Obrigada pela leitura, Luciana. Agradecemos a indicação! 🙂

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