Onze jovens empreendedores que ganham dinheiro com o próprio talento

13 de janeiro de 2017
Imagem mostra uma mulher com cabelo rosa com a cabeça apoiada em livros

Conheça histórias inspiradoras de quem fez de seu caminho um instrumento para transformação social

“Não é preciso algo grandioso para fazer a diferença, acredite, sua pequena parte é mais importante do que você pensa (…) A gente já nasce pronta e, quando menos perceber, terão outras pessoas inspiradas em você”.

O trecho do poema acima, feito pela escritora e ativista social Mel Duarte especialmente para o Programa Pense Grande da Fundação Telefônica Vivo, não reflete apenas a experiência dessa paulista de 27 anos, mas é um verdadeiro incentivo para jovens que sonham em empreender e não fazem ideia de como ou quando começar.

Convidada como fonte de inspiração para o Programa Pense Grande, Mel faz parte da nova geração de poetas brasileiras e, desde 2006, usa as palavras para interferir no cenário poético e cultural da cidade de São Paulo.

E Mel não joga sozinha no time dos que sonham em viver de algo em que acreditam. Conheça agora mais 10 histórias de quem faz o que ama e ainda é remunerado por isso. Cada uma delas representa um passo nessa jornada que pode te inspirar a começar uma transformação e a pensar grande.

1º passo: Acredite no seu talento

Tony Marlon – Escola de Notícias

A imagem mostra o empreendedor Tony Marlon

Tony Marlon, idealizador da Escola de Notícias e morador do bairro do Campo Limpo em São Paulo, percebeu que era preciso mudar a narrativa da periferia para começar a dar movimento à vida de quem mora na comunidade. A Escola de Notícias, pela qual já passaram mais de 4.000 pessoas, nasceu com o objetivo de provocar transformações sociais por meio da comunicação e tecnologia. Para Tony, não há fórmula certa, apenas o desejo de fazer acontecer e de melhorar a vida das pessoas ao seu redor. Sua história mostra que é possível monetizar o próprio talento e ainda dar voz a uma ideia que vem dentro, tornando-se protagonista de sua própria história.

2º passo: Pense grande, comece pequeno

Sheila Lima – Aquarela’s Cakes

A imagem mostra a empreendedora Sheila Lima

Para essa garota de 18 anos a receita do sucesso está em valorizar as conquistas diárias, manter os pés no chão e aprender na prática. Sheila Lima, moradora de Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo, transformou a paixão pela confeitaria em um negócio rentável, e hoje vende bolos e doces preparados em sua casa. Agora, planeja usar o dinheiro levantado com o empreendimento para fazer cursos de gastronomia e continuar investindo em seu futuro profissional.

3º passo: Ative sua rede

Buh D’Angelo – InfoPreta

A imagem mostra a empreendedora social Buh D’Angelo

Nascida em Guarulhos, São Paulo, Buh D’Ângelo criou uma oportunidade para si, sem deixar de pensar no próximo. Hoje ela melhora a vida das pessoas com o que sabe fazer de melhor: usar seu conhecimento em tecnologia da informação para ajudar a quem precisa. Por meio de uma rede de conexões e uma corrente colaborativa de amigos e desconhecidos, ela fundou a InfoPreta, uma empresa de assistência técnica na qual trabalham apenas mulheres negras, e criou o projeto Notes solidários da Preta, que doa notebooks para jovens de baixa renda de todo o Brasil. A troca acabou criando algo muito maior do que uma prestação de serviços e mostrou que a economia solidária, além de gerar uma grana, também traz riquezas muito mais importantes.

4º Passo: Faça o que dá com o que você tem

André Luiz TV Doc

Imagem mostra o empreendedor Andre Luiz

Com apenas 20 anos, André Luiz percebeu, olhando para sua comunidade, que lá havia muitas histórias para serem contadas. Foi então que teve a ideia de criar a TV Doc, um veículo de comunicação web comunitário para relatar a narrativa relevante de quem vivia ali, junto com ele. Tudo aconteceu naturalmente, juntando a vontade de conectar pessoas e a intenção de se ocupar com algo significativo. André começou sem nada e hoje já conseguiu tirar uma grana fazendo o que gosta, envolver vários outros jovens e ainda impactar mais pessoas com o Transformadores do Capão, um novo projeto que pretende mostrar que para mudar o mundo é preciso, primeiro, mudar a tua vizinhança.

5º Passo: Teste tudo e aprenda rápido

Érica Campanha – Projeto Colméia

A imagem mostra a empreendedora Erica Campanha

Às vezes a inspiração pode vir de um conceito simples ou de um lugar onde menos se espera. Foi entendendo o trabalho colaborativo das abelhas para fazer uma colmeia e produzir alimentos que Érica Campanha e seu sócio criaram uma peça em papelão para ajudar os professores em atividades escolares. A partir daí, o trabalho desenvolvido na faculdade ganhou espaço fora dos muros universitários e chegou até salas de aula de escolas públicas. Hoje, o Projeto Colméia conta com um estúdio próprio, mas foram muitos nãos em concursos de design para conseguir melhorar e evoluir o projeto até receber um sim. O trabalho de Érica só prova que empreender não é um destino traçado e que as ideias não precisam surgir de modelos prontos: basta não ter medo de errar e entender que até mesmo as quedas fazem parte do aprendizado.

6º Passo: Não tenha medo de inovar

Bruno Capão – Laje duCorre

Imagem mostra o empreendedor Bruno Capão

A vontade de reunir a galera para trocar ideias e conhecimentos, unindo pessoas diferentes no mesmo espaço e com o mesmo propósito, deu origem ao Projeto Laje DuCorre. Bruno Capão fez dos encontros que aconteciam em sua laje, no bairro do Capão Redondo, zona sul de São Paulo, uma oportunidade de inovar. E esse é apenas um dos 10 sonhos que ele pretende realizar antes dos 30 anos. O plano é levar suas ideias para outras comunidades e mostrar para a juventude da periferia que para realizar só é preciso dar o primeiro passo.

7º Passo: Não se deixe abalar pelos erros

Ricardo Terto  – Textos de Ricardo Terto

Imagem mostra o empreendedor Ricardo Terto

Você tem a ideia de abrir um negócio, como um bar com os amigos. Vai lá e faz, mas dá tudo errado. Após um tempo você resolve abrir uma loja de camisetas e dá errado de novo. Já são duas tentativas fracassadas, e agora? Ricardo Terto, escritor e roteirista, que está prestes a lançar seu primeiro livro, passou por essa situação, mas não desistiu. Para ele, não foi tão fácil descobrir o que realmente gostava de fazer e qual era seu lugar no mundo. Mas a insegurança, a urgência e os tropeços só fortaleceram seu caminho e ele finalmente entendeu que para ter paciência também é preciso ter coragem.

8º passo: Atenção ao dinheiro
Aline Rodrigues – Periferia em Movimento

Imagem mostra a empreendedora Aline Rodrigues

Periferia em Movimento começou como muitos projetos: sem saber onde ia dar. Aline Rodrigues e mais dois amigos da faculdade, Sueli e Thiago, tiveram a ideia deste projeto de site para comunidades paulistanas para o trabalho de conclusão de curso. Mas aí surgiu um problema: como manter um canal de comunicação com conteúdo próprio, sem deixar de lado a essência que o fez surgir, e ainda fazer disso um ganha pão? Foi aí que eles perceberam que a resposta estava mesmo na comunidade: economia solidária, ou seja, doar, trocar e reutilizar. E assim, o coletivo foi crescendo, se fortalecendo e hoje é um dos principais portais de conteúdo para quem vive nos bairros mais afastados de São Paulo.

9º Passo: Olho nos detalhes

Michelle Fernandes – Boutique de Krioula

Imagem mostra a empreendedora Michelle

A afroempreededora Michelle Fernandes começou vendendo alguns acessórios pela internet, com a ideia de empoderar mulheres negras que não se viam representadas pelas grandes marcas. Após uma rápida pesquisa na web, descobriu como criar o cadastro de MEI (Micro Empreendedor Individual) para fazer da Boutique de Krioula uma loja online. Ela e o marido organizam todos os processos, controlam as entradas e saídas de dinheiro e já conseguem vender para todo o Brasil e até fora dele. Além da venda online, participa de feiras, festivais e qualquer evento em que possa montar uma mesa e exibir suas criações, levando a proposta de ajudar as mulheres a se sentirem bem com seus corpos.

10º Passo: E se eu não parar por aqui?

Leandro Araújo – Ateliê Azu

Imagem mostra o empreendedor Leandro Araújo

O trabalho de artesão apareceu na vida de Leandro Araújo há 8 anos, no momento em que ele mais precisava de algo para mudar sua vida. O processo foi longo, mas hoje ele colhe frutos de sua dedicação e conta com o apoio de sua comunidade para colorir as paredes e as escadarias da Vila Santa Inês, em São Paulo, com azulejos artísticos. A mobilização das pessoas ao redor fez Leandro perceber que o Ateliê Azu era mais do que ele precisava, mas uma iniciativa que fez bem para toda sua comunidade.

O programa Pense Grande, da Fundação Telefônica Vivo, promove a difusão de cultura empreendedora e impacto social com apoio da tecnologia. Quer saber como tirar uma ideia do papel e ainda transformar a realidade ao seu redor? Fale com o Deco e saiba mais!

Quer saber mais sobre o Programa Pense Grande? Conheça então o Deco, um robô muito simpático que vai te apresentar o empreendedorismo social como uma alternativa de vida. O Deco é um chatbot desenvolvido para o Messenger do Facebook, que convida interessados no tema a assistirem uma série de vídeos sobre jovens moradores da capital paulista, de regiões coo Campo Limpo, Grajaú e Capão Redondo, que estão gerando fonte com projetos empreendedores.



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