Quatro obras para falar sobre a diversidade LGBT em sala de aula

28 de junho de 2019

Questões relacionadas à diversidade sexual e de gênero podem ser abordadas em sala de aula por meio de produções que tratam dos temas. Veja exemplos!

Imagem mostra uma cena do filme Hoje eu quero voltar sozinho

Temas como diversidade sexual e de gênero têm sido cada vez mais discutidos na sociedade. Como abordar o tema em sala de aula e contribuir para a reflexão dos alunos sobre o assunto? Loreano Goulart, advogado e coordenador do Grupo de Ação Pastoral da Diversidade, afirma que é fundamental que estudantes e educadores discutirem a questão LGBT. “Alunos e professores que discutem e aprendem sobre temas diversos, incluindo a questão LGBT, contribuem para a formação de cidadãos que vão conviver em sociedade de forma mais harmoniosa.”

Goulart acredita que a discussão não só permite que cada pessoa se perceba como diversa – já que todos nós temos algum fator que nos diferencia dos outros – como também faz com que “criemos o senso de respeito, de comunidade e convivência com quem é diferente. Mais ainda: traz a oportunidade de aceitar quem nós somos e dá espaço para que cada pessoa possa ser aquilo que ela é e gosta de ser”.

Para ajudar a quebrar preconceitos baseados em achismos, o coordenador indicou quatro obras que são boas contribuições para abordar a diversidade LGBT em sala de aula. Confira!

 

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho

O premiado filme, baseado no curta-metragem Eu Não Quero Voltar Sozinho, conta a história de um jovem estudante cego do Ensino Médio e sua primeira paixão, explorando de maneira delicada o relacionamento dos jovens e colocando em pauta questões como a inclusão, bullying, diversidade no ambiente escolar e as questões da adolescência.

 

O Corpo da Roupa

Primeiro grande estudo publicado no Brasil sobre as diferentes identidades de gênero, a obra da transexual Leticia Lanz apresenta em linguagem didática um panorama sobre os mais diversos aspectos do assunto, diferenciando conceitos como travestis, crossdressers, transexuais, andróginos, drag queens, transformistas, entre outros.

 

O Menino que Brincava de Ser

Da autora Georgina da Costa Martins e com ilustrações de Pink Wainer, o livro conta a história de Dudu, um garoto de seis anos que adora brincar de ser fada, princesa e bruxa.

Seus pais ficam preocupados com a situação. Querem descobrir se há como alterar o comportamento do filho, que consideram ‘anormal’. Mas o menino conta com o afeto de sua avó, o que o ajuda a não se intimidar perante os obstáculos. Quer continuar a ter o direito de brincar de ser e de sonhar. O livro permite a discussão de temas delicados, como o preconceito e a intolerância, e retrata as consequências que a falta de diálogo pode causar à vida familiar.

 

A Princesa e a Costureira

O livro, de autoria de Janaína Leslão e com ilustrações de Junior Caramez,  conta a história da princesa Cíntia, que quando nasceu foi prometida em casamento para Febo, o príncipe do reino vizinho, para que se mantivessem os laços de amizade entre os reinos. Quando chegou a época da cerimônia, a princesa foi encomendar seu vestido e, então, conheceu a costureira Isthar, por quem se apaixonou. Quando Cíntia anunciou para os pais suas intenções com Ishtar e disse que não mais se casaria com Febo, seu pai mandou que a prendessem na torre do castelo, pois desafiou o interesse e a tradição dos reinos, que dizia que moças deveriam se casar com rapazes. Para garantir um final feliz, a princesa e a costureira receberam ajuda da irmã da princesa, do próprio príncipe, da Fada Madrinha e de uma Agulha Mágica. O livro pretende auxiliar familiares e profissionais, tanto na discussão sobre a diversidade humana como sobre a luta mais ampla pelos direitos das pessoas LGBT.



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