“Toda criança pode aprender a programar”

06 de fevereiro de 2018

Aos 11 anos, Teteus Bionic ensina linguagem de programação de jogos para crianças e adultos de maneira lúdica e criativa

Aos 11 anos, Teteus Bionic ensina linguagem de programação de jogos para criança e adultos de maneira lúdica e criativa.

Matheus tem apenas 11 anos. Estudante do sétimo ano do Ensino Fundamental, ele gosta das aulas de Ciências, Matemática e História. Nas horas vagas pratica taekwondo, anda de bicicleta, assiste desenhos e joga videogame. A rotina, aparentemente comum, logo ganha contornos surpreendentes quando entra em cena o extenso currículo e as habilidades do garoto, que também atende pelo codinome de Teteus Bionic.

Aos sete anos, ele começou a aprender programação incentivado pelo pai, profissional da área. Meses depois, Teteus era seu assistente. Aos nove, o garoto já ministrava suas próprias aulas sobre a Linguagem de Programação Scratch –  software voltado para crianças e adolescentes que permite a criação de jogos e animações em uma plataforma online.

Hoje, além de professor e co-fundador do CyberEduca, projeto da família que ensina programação para crianças de baixa renda, Teteus Bionic é youtuber e palestrante.

Com pouco mais de mil inscritos, o Canal de Teteus Bionic no Youtube é dedicado a viodeaulas, pensamentos e palestras de Matheus.  É lá que ele conta sua missão ‘’transformar o mundo em um lugar melhor’’

“Meu objetivo é mostrar que toda criança pode aprender sobre programação e desenvolver conceitos como raciocínio lógico e criatividade, e que eles podem ser aplicados em qualquer coisa da vida real”, diz o jovem programador.

Teteus também foi nomeado embaixador da empresa IBM e já liderou oficinas em eventos de tecnologia como Campus Party, Arduino Day, Science Day, sendo um dos primeiros a falar sobre ensino de Inteligência Artificial para crianças com o uso do Scratch em todo o mundo.

Planos para o futuro

Aos 11 anos, Teteus Bionic ensina linguagem de programação de jogos para criança e adultos de maneira lúdica e criativa.

A missão de ajudar outras crianças a desvendar a linguagem de programação não é empecilho para os planos de Matheus. Questionado sobre a profissão que deseja seguir no futuro, ele não hesita em responder: “Quando crescer eu vou ser astronauta. Gosto muito da ideia de gravidade zero e tenho vontade de morar em Marte”.

A afirmação categórica não é apenas um sonho distante. Apaixonado por astronomia e curioso desde “pequeno”, Teteus conta que sempre gostou de descobrir mistérios do espaço, como a origem das estrelas, planetas e buracos negros.

“Quando encontro alguma teoria que me interessa, pesquiso várias fontes na internet até ter certeza de que a informação é verdadeira”, explica o garoto, que sabe de cor os pré-requisitos necessários para tornar-se astronauta e já tem até um plano traçado para viajar pelo universo.

Enquanto isso, na Terra, Teteus Bionic utiliza seu conhecimento sobre astronomia e programação para criar jogos, como o chamado “Frita Planetas”.

No game, a missão é ser uma estrela que atira bolas de plasma em planetas do sistema solar. O jogo virou inspiração para uma de suas oficinas, quando ele ensina educadores a criarem sua própria versão do jogo e a aplicarem o conteúdo aprendido dentro da sala de aula.

“O mais legal é que qualquer tema ou disciplina pode entrar no jogo, basta usar a imaginação. As pessoas aprendem sobre pensamento computacional, lógica de programação e se divertem ao mesmo tempo”, diz.

Sobre o Scratch

Projetado pelo grupo Lifelong Kindergarten no Media Lab do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusets), o Scratch é um software que se utiliza de blocos lógicos e recursos como som e imagem para que crianças e jovens possam desenvolver suas próprias histórias interativas e jogos, compartilhando suas criações de maneira online.

Fornecido gratuitamente para os principais sistemas operacionais, o programa está disponível em mais de 40 idiomas e transformou-se em uma ferramenta educacional para professores e pais em todo o mundo.

No Brasil, a iniciativa é apoiada pelo Programaê!, parceria da Fundação Lemann com a Fundação Telefônica Vivo.

Leia também:



Deixe uma resposta aqui