Você sabe como é a estrutura de ensino em uma escola pública?

08 de agosto de 2017
No Dia Nacional dos Profissionais da Educação, a Fundação Telefônica Vivo explica como é a estrutura de ensino de uma escola pública

No mês em que é celebrado o Dia dos Profissionais da Educação, conheça quem faz uma escola funcionar

É impossível pensar na existência de uma escola sem imaginar a presença do educador em sala de aula. São diretores, coordenadores pedagógicos, supervisores, agentes, auxiliares, dentre outros cargos que trabalham diariamente para garantir um ensino público de qualidade e acessível à população.

No dia 6 de agosto, comemoramos o Dia Nacional dos Profissionais da Educação. A data é celebrada desde 2014.

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Para saber quem é quem dentro da escola e a estrutura de ensino, analisamos as redes estadual e municipal de São Paulo, vinculadas a um sistema de órgãos responsáveis pelas diretrizes das escolas do país.

Estrutura

Até o ano de 1960, o sistema educacional brasileiro era centralizado pelo Ministério da Educação (MEC) e seguia um mesmo modelo para todos os estados e municípios. A partir de 1961, com a aprovação da primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), os órgãos estaduais e municipais ganharam autonomia. O Governo Federal, os Estados, o Distrito Federal e os municípios passaram a gerir seus respectivos sistemas de ensino.

Hoje, a educação brasileira é dividida em dois níveis: educação básica e educação superior.  O primeiro é composto pela Educação Infantil, Ensino Fundamental (dividido em I e II) e Ensino Médio. Já a educação superior tem a Graduação e Pós-Graduação.

Cada unidade escolar possui um documento administrativo e normativo, baseado na legislação brasileira. Esse regimento escolar, fundamentado em uma proposta pedagógica, norteia o funcionamento da instituição.

Estado e municípios paulistas

Quem trabalha em uma Secretaria Municipal de Educação pode fazer uso de ferramentas que auxiliam no processo educativo. O Conviva Educação, por exemplo, é um ambiente virtual gratuito que apoia a gestão das secretarias municipais de educação de todo país, contribuindo para a aprendizagem dos alunos. Há também a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), que tem a missão articular, mobilizar e integrar os dirigentes municipais de educação.

As secretarias de educação têm como missão desenvolver, implementar e administrar a política de Educação nos Estados e municípios. No caso de São Paulo, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEE) tem a maior rede de ensino do Brasil. São 5,3 mil escolas, 230 mil professores, 59 mil servidores e mais de quatro milhões de alunos. A SEE conta com três órgãos vinculados: o Conselho Estadual de Educação (CEE), o Conselho Estadual de Alimentação Escolar de São Paulo (CEAE-SP) e a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), além de seis Coordenadorias. Clique em cada um e veja suas atribuições.

Já a Secretaria de Educação no Município de São Paulo (SME) é composta por Unidades e Centros Educacionais, Diretorias Regionais de Educação, Órgãos Centrais e o Conselho Municipal de Educação. Há ainda uma rede de instituições de educação infantil conveniadas para crianças de zero a três anos.

A maioria das escolas do município atende a Educação Infantil e o Ensino Fundamental, incluindo a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a Educação Especial. A Rede Municipal de Ensino da cidade de São Paulo é a maior do país, com quase 1 milhão de alunos.

A SME conta com 13 diretorias regionais, já o Estado de São Paulo soma 91 diretorias. Cada uma delas agrupa um número específico de unidades escolares, seguindo o critério de localização geográfica, e fazem a ponte entre as escolas e as secretarias.

“Como gestores, somos responsáveis por fazer a mediação constante entre os diferentes grupos que convivem na escola”, diz Carlos Maurício Correa, diretor substituto da Escola Estadual Pedro Calil Padis, da capital paulista. Afinal, no fim das contas, o que importa é atuarem em conjunto pelo bem dos estudantes, diz Cláudia Rocha dos Reis, secretária da EMEF Professor Antônio Duarte de Almeida, também em São Paulo. “Temos a chance de formar cidadãos pensantes e com a perspectiva de melhorar seu entorno”.

Para trabalhar em uma escola pública, geralmente é necessário prestar um concurso público, com nível de exigência que varia conforme o cargo. Há ainda contratos de trabalhadores terceirizados para serviços de limpeza e cozinha, por exemplo.

Veja abaixo as principais funções existentes em uma escola:

infografico_estrutura_escola

 

profissional_da_educação_depoimentos

 

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2 comentários sobre “Você sabe como é a estrutura de ensino em uma escola pública?”

  1. Sueli Ternes disse:

    A iniciativa é maravilhosa. Sim, não existe uma escola de verdade se não tiver a colaboração de todos os seus membros compromissados com o aluno, que é o protagonista do ensino, o ator principal.

    1. aprendiz disse:

      Olá, cara leitora! Obrigada pelo interesse em nossos conteúdos. Abraços!

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