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Um bom programa de voluntariado empresarial pode contribuir com o desenvolvimento profissional e a retenção de talentos dentro das instituições

Você já parou para pensar na potência de um programa de voluntariado empresarial? Quando bem estruturado, pode mobilizar as empresas e seus colaboradores para trabalhar em prol do impacto social positivo, criando uma verdadeira corrente de solidariedade.

E não são apenas as instituições e comunidades atendidas pelas ações que se beneficiam. Na verdade, o voluntariado corporativo é uma relação “ganha-ganha”, como explica Ednei Fialho Lopes, que faz parte do comitê gestor do Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial (CBVE).

“Além de trazer benefícios para a sociedade, os funcionários que se engajam desenvolvem competências e habilidades importantes, há melhoria no relacionamento interpessoal e a empresa atrai e retém talentos”, explica.

O Programa de Voluntariado da Fundação Telefônica Vivo, integrante da rede do CBVE, é um exemplo de como engajar colaboradores em prol de uma ação solidária. Em 2019, mais de 18 mil voluntários ajudaram a beneficiar aproximadamente 200 mil pessoas, em diversas ações ao longo do ano.

Resultados em dados

Os impactos dos programas de voluntariado empresarial foram abordados na pesquisa Além do Bem, desenvolvida pela consultoria Santo Caos, que colheu mais de 800 depoimentos de pessoas de todo o Brasil.

Para 62% dos entrevistados, um bom programa de voluntariado é o grande diferencial para a escolha de um emprego. Além disso, 88% dos gestores consideram que o voluntariado empresarial faz a pessoa ser um profissional melhor. Os resultados também mostram que colaboradores voluntários são 16% mais engajados.

Os programas de voluntariado empresarial também possibilitam encontrar respostas estratégicas para algumas questões organizacionais, especialmente aquelas ligadas ao engajamento da equipe, ao desenvolvimento de talentos, e à melhoria do clima organizacional.

Superando desafios

No entanto, para estruturar um programa de voluntariado empresarial é preciso superar alguns desafios. Bimestralmente, o CBVE promove o Prata da Casa com a finalidade de formar uma rede de promoção e desenvolvimento do voluntariado empresarial. Durante o último evento, em novembro deste ano, os participantes levantaram pontos importantes e construíram coletivamente um diagnóstico, identificando possíveis forças e fraquezas de seus programas.

Entre os principais obstáculos identificados pela equipe para a implementação desse tipo de programa estão: a alta rotatividade de colaboradores; a falta de identificação com a cultura da organização; a insatisfação com as lideranças de suas áreas; a desmotivação e a queda de produtividade.

Por outro lado, também foram apresentados caminhos que podem contribuir com a criação dos programas e trazer benefícios para colaboradores e empresas. Entre eles: a inclusão do tema do voluntariado nos processos de integração de equipe; a criação de um conjunto de ações de voluntariado que valorizem as habilidades e as competências dos colaboradores; a disponibilização periódica de um cronograma de atividades de voluntariado para que os interessados se programem, além do reconhecimento da importância do tema pela alta direção.

Luana de Lima, gerente de comunicação e voluntariado da Fundação Telefônica Vivo, também citou que a construção de parcerias é fundamental para conseguir bons resultados e citou como exemplo a parceria entre a Fundação e a ASID Brasil (Ação Social para Igualdade das Diferenças) em projetos que envolvem inclusão, como o caso do programa de voluntariado internacional Vacaciones Solidárias.

“Contar com a experiência da ASID Brasil foi essencial para criar um projeto de mais impacto e profundidade, já que eles têm muita experiência na causa da pessoa com deficiência, além de toda uma rede de apoio. Minha dica para quem quiser estruturar um bom programa de voluntariado empresarial é justamente essa: procure boas parcerias para apoiar suas causas”, indicou

Exemplo de engajamento com resultados

A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) encontrou no programa de voluntariado uma forma criativa para superar a falta de engajamento de líderes e ainda potencializar o seu programa de Jovens Aprendizes. A experiência foi compartilhada no artigo Mentoria: como pensar o voluntariado em rede, do CBVE e da CNI.

Com o Programa de Mentoria, criado pelo voluntariado empresarial do Sistema Indústria, os gestores de diversas áreas da CNI foram encorajados a orientar 25 jovens em situação de vulnerabilidade social assistidos pelo Centro Educacional 619 de Samambaia, em Brasília.

Com duração de três meses, o programa contou com cinco encontros quinzenais com os mentores, em parceria com o portal Educação Livre, que ofereceu trilhas formativas sobre competências importantes para o mercado de trabalho, como desenvolvimento pessoal e emocional, relacionamento interpessoal, trabalho em equipe e comunicação.

Os jovens assistidos também se engajaram em atividades voluntárias, multiplicando ainda mais a corrente de solidariedade, além de participarem de grupos de conversas para troca de experiências e sentimentos, esclarecimento de dúvidas e reflexões sobre a vivência.

Os resultados foram muito satisfatórios. Além de conseguir engajar os líderes de áreas distintas da CNI, cinco dos jovens capacitados pela atividade garantiram vaga no programa Jovem Aprendiz da empresa. “Nós também fizemos parcerias com outras empresas da região e praticamente todos os jovens que participaram do Programa de Mentoria entraram para o mercado de trabalho”, afirma Ludmilla Moraes Silva, coordenadora de Promoção de Saúde e Bem-estar da CNI.

O programa deu tão certo que a CNI não só fará uma nova seleção de jovens como aumentará o número de participantes de 25 para 30. “A ideia se espalhou na empresa e novos líderes já têm o interesse em participar. É um projeto que nos dá muito orgulho”, diz Ludmilla.

Voluntariado empresarial retém talentos e ajuda a superar desafios
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